sexta-feira, 8 de abril de 2011

Mato, Logo (um Luto inexplicável) existo... Segue a lista!

Vez ou outra recebo e-mail’s de assuntos e registros que falam de assassinatos em escolas, como: “Aluno entra no refeitório e atira nos estudantes” ou “Um grupo de determinado colégio no Norte dos EUA mata colegas em escola”... As listas são enormes. Mas nunca imaginamos ou poderíamos se quer pensar que aconteceria logo aqui, do nosso lado. Com nossas crianças (não que as outras não sejam nossas) que vão buscar conhecimento e educação.
Não é um bom assunto para post de blog, reconheço. Mas estamos sempre tão ocupados nos dias da semana que não custa reservar dez minutinhos do dia de folga para refletir um pouco sobre que espécie de adultos está sendo formada aqui e no mundo.
Leia-se: Foi um assassinato em massa ocorrido em 7 de Abril de 2011, por volta das 8:30 da manhã, na Escola Municipal Tasso da Silveira, no bairro de Realengo, na cidade do Rio de Janeiro. Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, invadiu a escola armado com dois revólveres e começou a disparar aleatoriamente contra os alunos presentes, chegando a matar doze, todos menores de idade. Oliveira tentou fugir, mas foi interceptado por policiais, cometendo suicídio.
Tenho certeza que essa historia abalou não só o RJ, o Brasil e também o Mundo... Fazendo fatos em vários jornais e sites internacionais. Agora me pergunto: O que leva uma pessoa a fazer isso? Sei que essa é a pergunta que esta na cabeça de todos os brasileiros que se sensibilizaram com essa tragédia.
Um jovem entra numa escola com uma desculpa esfarrapada e interrompe os sonhos de 12 crianças deixando tantas outras marcadas.

Conversando com um grupo de jovens da mesma faixa etária do assassino numa sala de bate papo, pude ver que o BULLLYING pode sim tornar pessoas más e agressivas. As mensagens ali deixadas eram de revolta e indignação, mas nem todas (na maioria das) mensagens, percebi que alguns lunáticos apoiavam a atuação do sanguinário assassino da Escola Municipal Tasso da Silveira. Até então, não estava tão perplexo – é um crime recorrente nos Estados Unidos e não aqui no meu país. Mas ao me deparar com a reação (um pouco tarde eu sei) de alguns brasileiros da mesma faixa etária do assassino, aí sim, estarreci. Nunca vi um conjunto de idéias tão preconceituosas, agressivas e mal escritas. Era o festival da ignorância. Uma amostra da miséria cultural, intelectual e afetiva que caracteriza os novos tempos. Ninguém discutia com civilidade, os comentários eram belicosos e ferozes e, quando discordavam uns dos outros, aí é que a baixaria rolava solta. Pensei: eles estão protegidos pelo virtualismo, mas se estivessem frente a frente e com uma arma ao alcance da mão, quem garante que não teriam seu dia de Wellington Menezes de Oliveira?

 Percebi que, Esses garotos e garotas têm a rebeldia natural da idade, mas é um rebeldia sem argumento, vinda do desespero. Eles cresceram assistindo a uma quantidade exagerada de violência na TV (nada justifica, mas...) e no cinema, idolatram músicos que cantam coisas como:”eu escrevo minhas próprias leis com a morte”, têm pouco contato com o pai e a mãe (ou não tem como foi no caso do assassino de Realengo), mantêm amizades de faz-de-conta e são soterrados por uma avalanche de informações que mal conseguem filtrar. Tudo isso numa sociedade cada vez mais competitiva, na qual a ordem é aparecer a qualquer custo. A felicidade há muito deixou de ser concentrar na trinca amor, saúde e dinheiro: agora é popularidade, sexo e muito, muito, muito, muito dinheiro. Quem tem uma vida modesta se frustra: conclui que é uma pessoa que não existe, que não conta, que não vale. E resolve dar o seu recado na marra.

Impossível esse relato não soar dramático, mas irreal não é. A vida mudou. E temos alguma responsabilidade nisso, não somos apenas vítimas, mas cúmplices. Está mais do que na hora de ficarmos mais perto de nossos filhos, sobrinhos e afilhados. De oferecer a eles livros e musica boa, dar muito carinho e elogio, ficar de olho nos lugares aonde eles vão e em com quem saem – um pouco de controle não faz mal a ninguém. É recomendável também tirar sarro dessas revistas que vivem de fofoca, ridicularizar a fixação pela estética, mostrar a eles que os super-heróis de verdade costumam ser mais discretos.Porem, discrição é uma coisa, fuga é outra. É preciso chamar essa garotada para um papo quando estiver silenciosa demais, ajudá-la a compreender essa loucura aí fora (que nem nós compreendemos direito), levá-la para viajar quando der, colocá-la em contato com hábitos mais simples e escutá-la muito, não importa sobre que assunto.
É guerra: a agressividade e a miséria existencial que caracterizam nossa época precisam ser enfrentadas não só no prozac, mas com cultura e afeto. A grande maioria dos adolescentes que aí estão não conseguirá ganhar fortunas, não vai virar artista nem doutor, não vai se casar com homens com barriga de tanquinho nem com mulheres que autografam a “playboy”: eles vão ter uma vida normal. E se o normal seguir não servindo para eles, pobre de nós todos.

 

Vítimas

A lista de vítimas foi divulgada oficialmente pela polícia do Rio de Janeiro:
  • Ana Carolina Pacheco da Silva, 13 anos;
  • Bianca Rocha Tavares, 13 anos;
  • Géssica Guedes Pereira, 14 anos;
  • Igor Moraes, 12 anos;
  • Karine Chagas de Oliveira, 14 anos;
  • Larissa dos Santos Atanásio, 13 anos;
  • Laryssa Silva Martins, 13 anos;
  • Luiza Paula da Silveira, 14 anos;
  • Mariana Rocha de Souza, 12 anos;
  • Milena dos Santos Nascimento, 14 anos;
  • Rafael Pereira da Silva, 14 anos;
  • Samira Pires Ribeiro, 13 anos; 
  •  Um menino que não teve o nome revelado;
Após o evento, famílias de quatro das vítimas decidiram doar os órgãos dos adolescentes.

Carta do assassino:

Primeiramente deverão saber que os impuros não poderão me tocar sem luvas, somente os castos ou os que perderam suas castidades após o casamento e não se envolveram em adultério poderão me tocar sem usar luvas, ou seja, nenhum fornicador ou adúltero poderá ter um contato direto comigo, nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue, nenhum impuro pode ter contato direto com um virgem sem sua permissão, os que cuidarem de meu sepultamento deverão retirar toda a minha vestimenta, me banhar, me secar e me envolver totalmente despido em um lençol branco que está neste prédio, em uma bolsa que deixei na primeira sala do primeiro andar, após me envolverem neste lençol poderão me colocar em meu caixão. Se possível, quero ser sepultado ao lado da sepultura onde minha mãe dorme. Minha mãe se chama Dicéa Menezes de Oliveira e está sepultada no cemitério Murundu. Preciso de visita de um fiel seguidor de Deus em minha sepultura pelo menos uma vez, preciso que ele ore diante de minha sepultura pedindo o perdão de Deus pelo o que eu fiz rogando para que na sua vinda Jesus me desperte do sono da morte para a vida eterna.
Eu deixei uma casa em Sepetiba da qual nenhum familiar precisa, existem instituições pobres, financiadas por pessoas generosas que cuidam de animais abandonados, eu quero que esse espaço onde eu passei meus últimos meses seja doado a uma dessas instituições, pois os animais são seres muito desprezados e precisam muito mais de proteção e carinho do que os seres humanos que possuem a vantagem de poder se comunicar, trabalhar para se alimentarem, por isso, os que se apropriarem de minha casa, eu peço por favor que tenham bom senso e cumpram o meu pedido, por cumprindo o meu pedido, automaticamente estarão cumprindo a vontade dos pais que desejavam passar esse imóvel para meu nome e todos sabem disso, senão cumprirem meu pedido, automaticamente estarão desrespeitando a vontade dos pais, o que prova que vocês não tem nenhuma consideração pelos nossos pais que já dormem, eu acredito que todos vocês tenham alguma consideração pelos nossos pais, provem isso fazendo o que eu pedi.

Totalmente em nexo!

14 comentários:

  1. Ele tem que queimar no inferno.

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  2. Giselle do Carmoabril 08, 2011

    Muito cruel.

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  3. Sou mãe de uma menina de 05 anos que estuda em uma boa escola em SP,e minha filha relata q em sua sala existe uma criança q bate nas outras, morde até sangrar e poe tds as outras em pânico. A mãe dessa garota não lhe dá atenção e nem comparece nas Reuniões de Pais q a escola ofereçe para esclarecer dúvidas sobre o comportamento das crianças.Esses pais estão deixando seus filhos e trocando por "valores" (vc precisa "ter e não "ser")!!Então crescem e viram adultos que precisam da atençaõ que nunca tiveram em casa. Isso está acontecendo com muita frequência em td o Mundo, precisamos largar a ganancia pelo dinheiro e passar a dar atenção necessária para esses pequenos anjinhos que estão tendo suas personalidades formadas com perfiz psicóticos.

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  4. Olá, blogueiro (a),

    Salvar vidas por meio da palavra. Isso é possível.

    Participe da Campanha Nacional de Doação de Órgãos. Divulgue a importância do ato de doar. Para ser doador de órgãos, basta conversar com sua família e deixar clara a sua vontade. Não é preciso deixar nada por escrito, em nenhum documento.

    Acesse http://doe.vc/mq e saiba mais.

    Para obter material de divulgação, entre em contato com comunicacao@saude.gov.br

    Atenciosamente,

    Ministério da Saúde
    Siga-nos no Twitter: www.twitter.com/minsaude

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  5. Janaina Melloabril 09, 2011

    Péssimo esse cara, merece arder o inferno!

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  6. Vania Modistaabril 09, 2011

    Vai arder no inferno esse infeliz.

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  7. RODOLFO MEDEIROSabril 09, 2011

    VERDADEIRAMENTE OS ATOS NÃO JUSTIFICA OS FATOS, MAS POSSO TE FALAR UMA COISA. ACHO QUE NÃO ESTAMOS CRIANDO CRIANÇAS MAL CRIADAS NÃO, DEPENDE DA ÍNDOLE DE CADA PAI. NEM SEMPRE OS PAIS SÃO OS CULPADOS PELOS ATOS DOS FILHOS, CLARO QUE DEVEMOS CONVERSAR E CUIDAR DOS NOSSOS FILHOS/SOBRINHOS/PRIMOS/NETOS.

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  8. Laila Santosabril 09, 2011

    Meus sinceros votos!

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  9. Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo! Morre Deabo!

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  10. Muito triste essa história.

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  11. Junior Cariocaabril 09, 2011

    Muito bom o texto, realmente acho que nossos jovens precisam de confiança.

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  12. Olga Souzaabril 10, 2011

    Não tem explicação esse cara era um insano.

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  13. Bruno Carvalhoabril 10, 2011

    Ele devia ter se matado antes.

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  14. Laís Verônicaabril 10, 2011

    Ainda bem que ele morreu, se não eu o mataria!

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