Assistindo a um filme sobre o nascimento de Cristo, cheguei a uma questão! Teria Maria realmente engravidado do Espírito Santo? Ou ela se entregou a José antes do casamento e como vivia numa sociedade "machista" e rigorosa inventou essa história? Até porque de lá pra cá, nunca mais ninguém usou essa desculpa!
Enfim, não acredito que Maria tenha mentido. Mas vendo algumas meninas grávidas no auge da adolescência creio que seria uma bela desculpa para se dar aos pais não? Maria não era nada burra caso realmente houvesse ocorrido isso. Porém, o nascimento de Jesus marcou toda uma era. Claro, que as empresas, igrejas e comércios ganham, lucram e ficam muito feliz com esse nascimento. E se essa história não fosse real!? O que comemorariamos cinco dias antes do término do ano?
Jesus nasceu na hora certa, e Maria mentindo ou não conseguiu fazer história. Mas convenhamos, esse nascimento realmente ocorreu no dia 25 de Dezembro? As testemunhas teriam sido realmente vacas, bezerros e bois? Ah, sem falar que José na última hora fez um curso básico de médico obstetra pra trazer seu "enteado" ao mundo. Ok, ok... Estou sendo radical! Mas acredito que tenha sido história pra preencher a bíblia como várias outras.
Mas o Natal está aí né? Nas lojas, nas ruas, mas casas e nos corações dos homens de boa vontade (ai, ai, essa época é linda)... Não, não é não! Eu particularmente não gosto muito do Natal, (já falei os motivos aqui no blog) mas se ele foi feito pra unir as pessoas que seja bem vindo. E se Maria usou essa "desculpa esfarrapada" ou não esta perdoada. O Natal é isso né!? Perdoar e amar.
Feliz Natal!
P.S.: esqueci dos reis magos, eles seguiram a estrela e levaram presentes especiais.
P.S.S.: Até hoje eu fico imaginando a cara dos magos que levaram mirra e incensos quando vira que um entregou ouro.
P.S.S.S.: Estou querendo voltar... Ah, viu voltar com tudo em 2017. Assim espero.
quinta-feira, 15 de dezembro de 2016
Desculpa Esfarrapada!?
sábado, 20 de agosto de 2016
Hora de dormir...
Quando eu era criança eu e meu irmão dormíamos pontualmente as 8 da noite. Era o Willian Bonner dar "boa noite" no JN pra gente dar "boa noite" do lado de cá e cair na cama. Novela das nove era um luxo, só às sextas e sábados. E eu não conseguia dormir. Levava horas. Mamãe, como toda mamãe, vinha com aquela história de "é só fechar o olho que o sono vem".
O sono não vinha e até os 15, 16 anos eu achei que seria uma dessas pessoas insones, que não dormem. Já na faculdade, com independência sonífera e indo dormir e acordar a hora que quiser (desde que não reprovasse...) descobri que a história era outra. As pessoas tem horário pra dormir, e o meu é lá pelas 3 da manhã - nunca depois das 4, 5 horas. Com luz do sol eu não durmo e ouvir os passarinhos começarem a cantar é misto de deprimente com revoltante, dá vontade de jogar um balde dágua em todos eles.
É o horário que eu procuro alguma coisa light pra ver, fico entre as séries da FOX (adoro Glee - The Closer) e as da SONY (Teen Wolf sempre foi meu favorito!). Sem falar na Netflix que é meu causador de insonias. Durmo em dois palitos e só acordo no outro dia.
E você, que horas dorme?
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terça-feira, 15 de dezembro de 2015
Governador Island
This is my place, one beautiful place. Here International Airoport. Is the enter for Rio de Janeiro. Is one beautiful geofilter for place.
Governador Island - RJ.
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Soneto de aniversário
Passem-se dias, horas, meses, anos
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.
Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.
Queira-se antes ventura que aventura
A medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura
E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.
Amadureçam as ilusões da vida
Prossiga ela sempre dividida
Entre compensações e desenganos.
Faça-se a carne mais envilecida
Diminuam os bens, cresçam os danos
Vença o ideal de andar caminhos planos
Melhor que levar tudo de vencida.
Queira-se antes ventura que aventura
A medida que a têmpora embranquece
E fica tenra a fibra que era dura
E eu te direi: amiga minha, esquece...
Que grande é este amor meu de criatura
Que vê envelhecer e não envelhece.
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sábado, 9 de maio de 2015
Telefone Mudo!?
Se ele disser que vai ligar no dia seguinte, não espere, ele nunca liga. E se ligar só pra eu pagar língua, acredite, você é uma sortuda (ou não). Analisemos. Já ouvi, inúmeras vezes, a seguinte frase: "ainda bem que ele não ligou". Se você chegou a essa conclusão após descobrir "que ele não valia a água que bebe" (mudei o ditado), a frase é aceitável e faz sentido. Mas tem aqueles que a gente gama, se apega, quer bis e nada, nada d'ele ligar. E aí? Aí que esperar é sempre a pior opção.
Não espere (ou espere se quiser, vai quê!?)
No dia seguinte faça um programa diferente ou contente-se com aquele programa de índio, mas ocupe-se, distraia de alguma forma, leia um bom livro, curta fotos engraçadas no instagram... enfim, não fique pensando no celular, nem no momento em que ele vai tocar com uma chamada ou um sinal do whatsapp e muito menos no frio na barriga que você vai sentir, porque corre um sério risco de ser qualquer pessoa do outro lado da linha, menos ele.
Já ouvi, inúmeras vezes também, a seguinte frase: "as coisas acontecem quando menos esperamos".
Não acreditava muito nela, mas depois de passar por uma experiência, muito bem vinda por sinal, passei a acreditar. E não foi porque recebi um telefonema no dia seguinte, mas sim porque recebi uma mensagem no whatsapp no mesmo dia, após chegar em casa e deitar na minha cama, pronto para sonhar com ele. Porém, as mensagens pararam de chegar quando comecei a esperar por elas todos os dias. Por isso repito, não espere. Menos espere e deixe acontecer.
Pense que o telefone quebrou ou use a frase "ainda bem que ele não ligou", mesmo não tendo certeza disso.
Okay!?
P.S: Acho que vou escrever mais agora.
P.P.S: Olhei o texto anterior e vi que se passou um mês. Antes eram quase dois por dia.
P.P.P.S: Procurei uma imagem bacana pra relacionar ao post, e só me vinha a Hazel Grace e Augustus Waters de "A culpa é das estrela" no pensamento, achei tão fofo os gifs que me rendi. Onwt...
P.P.P.P.S: Domingo é o dia das Mães, meio clichê eu sei, mas dia das Mães é todo dia.
P.P.P.P.P.S: Voltei a lutar (pra quem não sabia) já estou no Muay Thai 9 meses e na Luta livre um mês (ok, só fiz uma aula até agora deste ultimo, mas por motivo de força maior. Extraí um ciso.
P.P.P.P.P.P.S: Falta mais um, vou comentar sobre a experiencia quando finalizar esse martírio de extrações, kkkk.
P.P.P.P.P.P.P.S: Chega de P.S's, já fiquei irritado.
No dia seguinte faça um programa diferente ou contente-se com aquele programa de índio, mas ocupe-se, distraia de alguma forma, leia um bom livro, curta fotos engraçadas no instagram... enfim, não fique pensando no celular, nem no momento em que ele vai tocar com uma chamada ou um sinal do whatsapp e muito menos no frio na barriga que você vai sentir, porque corre um sério risco de ser qualquer pessoa do outro lado da linha, menos ele.
Já ouvi, inúmeras vezes também, a seguinte frase: "as coisas acontecem quando menos esperamos".
Não acreditava muito nela, mas depois de passar por uma experiência, muito bem vinda por sinal, passei a acreditar. E não foi porque recebi um telefonema no dia seguinte, mas sim porque recebi uma mensagem no whatsapp no mesmo dia, após chegar em casa e deitar na minha cama, pronto para sonhar com ele. Porém, as mensagens pararam de chegar quando comecei a esperar por elas todos os dias. Por isso repito, não espere. Menos espere e deixe acontecer.
Pense que o telefone quebrou ou use a frase "ainda bem que ele não ligou", mesmo não tendo certeza disso.
Okay!?
P.S: Acho que vou escrever mais agora.
P.P.S: Olhei o texto anterior e vi que se passou um mês. Antes eram quase dois por dia.
P.P.P.S: Procurei uma imagem bacana pra relacionar ao post, e só me vinha a Hazel Grace e Augustus Waters de "A culpa é das estrela" no pensamento, achei tão fofo os gifs que me rendi. Onwt...
P.P.P.P.S: Domingo é o dia das Mães, meio clichê eu sei, mas dia das Mães é todo dia.
P.P.P.P.P.S: Voltei a lutar (pra quem não sabia) já estou no Muay Thai 9 meses e na Luta livre um mês (ok, só fiz uma aula até agora deste ultimo, mas por motivo de força maior. Extraí um ciso.
P.P.P.P.P.P.S: Falta mais um, vou comentar sobre a experiencia quando finalizar esse martírio de extrações, kkkk.
P.P.P.P.P.P.P.S: Chega de P.S's, já fiquei irritado.
quarta-feira, 8 de abril de 2015
A $orte esta lançada!
Muita gente acha que, se a gente se esforçar, consegue tudo o que quer e mais alguma coisa. E se a gente não consegue? Bem, então não estamos nos esforçando, dã. Para essa turma, a fé move montanhas, querer é poder, a esperança é a última que morre e blá-blá-blá. Quem não realiza seus sonhos é um preguiçoso e os infelizes são infelizes porque cavaram sua própria sepultura. Beleza. Acho até dinâmico pensar assim – embora sem exagero e sem simplificar tanto as coisas. Mas o ponto é: no meio de tanta auto-suficiência, onde foi parar o trevo de quatro folhas?
Não sei se você tem ou já teve um. Eu, quando era criança, não só tinha como acreditava que ele me trazia uma sorte danada. Levava comigo também um pé de coelho, que ganhei numa festa junina – aquele sim, trazia toda a sorte do mundo! Menos para o coelho, é claro. Eu também acreditava em cristais, e em não deixar um gato preto passar na minha frente, e em não passar debaixo da escada etc. Tudo com o mesmo propósito: chamar a sorte. Com ela ao meu lado, seria mais fácil conseguir tudo o que eu queria! No caso, “tudo o que eu queria” devia se resumir a mais CD's de jogos pro meu PS1, mas ok, respeite os sonhos alheios!
Bem, fui crescendo e ouvindo por todos os lados que essa história de sorte era uma bobagem e que, se eu quisesse algo, precisava fazer acontecer. Todo o meu arsenal sortudo ficou no fundo do armário, junto com meus papéis de carta (ai, eu adorava! Tinha de todas as cores e com todos os desenhos. Saudade! Enfim, continuando). Se dar bem não era mais sinônimo de sorte, mas de mérito, e fracassar não era azar, mas incompetência. Foi como se o mundo tivesse colocado uma mochila de uma tonelada nas minhas costas. E eu ainda tinha a mochila da faculdade para carregar!
Acontece que, um dia, numa feirinha, vi uma banca de cristais. Estava lá uma ametista roxinha, igual a uma que eu tinha quando criança. Tão fofa! Comprei. Para quem não sabe, parece que essa pedra é tipo a rainha das pedras e neutraliza energias negativas. Na boa, eu não consigo neutralizar energias sozinho
. Comprei a pedra. Não fiz contas para medir o aumento de energia positiva na minha vida, até porque não sei fazer essa conta, mas eu e ela nos damos superbem. E quer saber? Vou providenciar um trevo de quatro folhas também. Não vou procurar num jardim, é claro (já tentou? Eu tentei por anos!), mas comprar numa feirinha. Estou até pensando em doar meu gato preto. Ok, zoando: não tenho um gato preto.
Fica a pergunta: será que nosso sucesso ou fracasso só depende de nós mesmos? A sorte não precisa ter a forma de um gnomo, um anjo ou sei lá o quê, e vai saber se ela curte uma pedra mesmo, mas talvez ela exista e deixe as coisas um pouco mais fáceis. Quem sabe ela não ajuda a gente a estar na hora certa no lugar certo, e arruma os acontecimentos de forma a ocorrerem da melhor maneira? Aliás, já pensou se os tais acontecimentos já estão ordenados e a gente nem sabe? Se estivesse tudo escrito nas estrelas, o mérito podia até perder um pouco a graça, mas o fracasso ficaria levinho… Afinal, não foi culpa nossa! Será?
Sei não. Na dúvida, dou o melhor de mim. E não largo mais minha ametista.
Não sei se você tem ou já teve um. Eu, quando era criança, não só tinha como acreditava que ele me trazia uma sorte danada. Levava comigo também um pé de coelho, que ganhei numa festa junina – aquele sim, trazia toda a sorte do mundo! Menos para o coelho, é claro. Eu também acreditava em cristais, e em não deixar um gato preto passar na minha frente, e em não passar debaixo da escada etc. Tudo com o mesmo propósito: chamar a sorte. Com ela ao meu lado, seria mais fácil conseguir tudo o que eu queria! No caso, “tudo o que eu queria” devia se resumir a mais CD's de jogos pro meu PS1, mas ok, respeite os sonhos alheios!
Bem, fui crescendo e ouvindo por todos os lados que essa história de sorte era uma bobagem e que, se eu quisesse algo, precisava fazer acontecer. Todo o meu arsenal sortudo ficou no fundo do armário, junto com meus papéis de carta (ai, eu adorava! Tinha de todas as cores e com todos os desenhos. Saudade! Enfim, continuando). Se dar bem não era mais sinônimo de sorte, mas de mérito, e fracassar não era azar, mas incompetência. Foi como se o mundo tivesse colocado uma mochila de uma tonelada nas minhas costas. E eu ainda tinha a mochila da faculdade para carregar!
Acontece que, um dia, numa feirinha, vi uma banca de cristais. Estava lá uma ametista roxinha, igual a uma que eu tinha quando criança. Tão fofa! Comprei. Para quem não sabe, parece que essa pedra é tipo a rainha das pedras e neutraliza energias negativas. Na boa, eu não consigo neutralizar energias sozinho
. Comprei a pedra. Não fiz contas para medir o aumento de energia positiva na minha vida, até porque não sei fazer essa conta, mas eu e ela nos damos superbem. E quer saber? Vou providenciar um trevo de quatro folhas também. Não vou procurar num jardim, é claro (já tentou? Eu tentei por anos!), mas comprar numa feirinha. Estou até pensando em doar meu gato preto. Ok, zoando: não tenho um gato preto.
Fica a pergunta: será que nosso sucesso ou fracasso só depende de nós mesmos? A sorte não precisa ter a forma de um gnomo, um anjo ou sei lá o quê, e vai saber se ela curte uma pedra mesmo, mas talvez ela exista e deixe as coisas um pouco mais fáceis. Quem sabe ela não ajuda a gente a estar na hora certa no lugar certo, e arruma os acontecimentos de forma a ocorrerem da melhor maneira? Aliás, já pensou se os tais acontecimentos já estão ordenados e a gente nem sabe? Se estivesse tudo escrito nas estrelas, o mérito podia até perder um pouco a graça, mas o fracasso ficaria levinho… Afinal, não foi culpa nossa! Será?
Sei não. Na dúvida, dou o melhor de mim. E não largo mais minha ametista.
domingo, 29 de março de 2015
Ssshhh!
Pediram explicações a Deus e Deus decidiu falar.
E Deus fez "Ssshhh!".
E todas as turbinas pararam.
E os tornos.
E as grandes prensas e os geradores.
E o rumor das cataratas.
E o mar também silenciou.
E ouvio o Senhor que era bom.
(...)
E tudo que no mundo era estriduloso silenciou.
(...)
E Deus fez "Ssshhh!".
E todas as turbinas pararam.
E os tornos.
E as grandes prensas e os geradores.
E o rumor das cataratas.
E o mar também silenciou.
E ouvio o Senhor que era bom.
(...)
E tudo que no mundo era estriduloso silenciou.
(...)
domingo, 26 de outubro de 2014
Namorar? Não!
Qualquer generalização é banal e ignorante, pois as regras, na maioria das vezes tem suas exceções.
No inúmero percentual dos casos relacionamentos coincidem com "abrir mão", abdicar das suas singularidades, em prol da vida a dois, renunciar as saídas sem a companhia do parceiro, ou pelo menos diminuir a intensidade delas, dizer "não" para convites de ultima hora, como aquela viajem repentina sugerida pelos amigos, ou aquela proposta inesperada para beber em um barzinho ou ir para uma festa, cortar intimidades demasiadas, ou aquela relação que por mais que seja amigável, suas segundas intenções são perceptíveis, disponibilizar mais da metade do seu tempo para se mostrar presente e priorizar, adquirir uma rotina monótona e dar satisfação de qualquer incidente que saia dela e as vezes submeter-se a caprichos individuais, tanto homens, como mulheres tendem a transformar o outro numa posse, e por conseqüência, tornar-se posse do outro, achando normal se privar da própria liberdade.
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Sobre o tal "amor" próprio.
a palavra "disponível"
pela frase "fui cuidar de mim".
Voltando depois de um ano sem escrever nada, com um texto simples e convencional.
Pra que ligarem pra nós, se a gente sempre liga pra eles? Pra que falar, se sempre falamos por eles? Pra que se preocuparem conosco, se vestimos essa palavra com todas as letras possíveis? Mania de luzinha verde, exatamente a mania que as pessoas, quando entram em alguma relação, tem. Luzinha verde do "disponível". Deixamos de ir pra academia se a hora da academia coincidir com o único horário que veremos a pessoa amada. Chegamos atrasados em compromissos pra ficar mais alguns minutos dando aquele beijo de despedida que sempre quer ser beijo de início. Até sorrir diferente a gente aprende. Aprende viver o outro.
E isso acontece involuntariamente com todo mundo. Posso afirmar com quase toda certeza que nenhuma pessoa pode dizer que nunca se encaixou nas características descritas acima.
Já leu o prefácio de algum livro? É todo encantador e promissor. Se o prefácio for bom, o livro pode ter até mil e quinhentas páginas ou mais, que animaremos ler. O problema é quando o livro é só um prefácio. E ai, quanto mais enrolado e bonito o prefácio parece, mais de todas aquelas coisas que em resumo, somos nós mesmos, vamos abrindo mão. Queremos tanto o primeiro capítulo, o segundo, o terceiro, etc que vamos indo (eu sei bem o que é isso, tenho umas 4 sagas incompletas), ficando, engolindo. Só que uma hora, na maioria das vezes uma coisa mínima, nos acorda. E ai, a gente até lembra das tais voltas que o mundo dá, e a única coisa que conseguimos pensar é: "Foda-se"! Não ter que ficar adiando a hora da academia. Não ter que ligar pra saber se chegou bem, se esta bem, ou se ainda esta no caminho. Viver a vida em razão de você mesmo, ir à praia, ao cinema, ao teatro, lanchar ou jantar num local bacana observando a vida ao redor e ver que existem pessoas legais e interessantes, mas sem abrir mão de quem você é a melhor opção.
Pois é, ter um "namorado" pode até suprir a carência daquela noite fria e solitária, mas pra que existe os edredons, travesseiros e a internet? kkkk... E ai a gente descobre que amor próprio é coisa rara e que de vez em quando a gente não tem. Mas, que ainda bem, Deus não nos deixa morrer sem.
quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Dar não é fazer amor!
Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar....
Sem querer apresentar pra mãe...
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar
o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
"Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar
Experimente ser amado...
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca...
Te chama de nomes que eu não escreveria...
Não te vira com delicadeza...
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar....
Sem querer apresentar pra mãe...
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral...
Te amolece o gingado...
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.
Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar
o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
"Que que cê acha amor?".
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho...
É não ter alguém para ouvir seus dengos...
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.
Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar
Experimente ser amado...
FONTE: Tati Bernardi.
domingo, 25 de agosto de 2013
Faça algo!
Tanto no casamento quanto na vida, dizer que ama, mas não mover uma palha pra agradar o outro, é atitude de quem não ama. É egoísmo, pensa só em si.
Tem esposa que pede para o marido mudar algumas coisas... Marido... Pare, pense... Essas mudanças podem te beneficiar, te fazer um homem melhor. Procure ajuda, não tenha vergonha, teu casamento vale mais. Vergonha é não conseguir mudar atitudes e perder a mulher, perder a família.
Tem maridos que pedem pra esposa se cuidar mais... Se ele dá o toque, é porque é importante pra ele. É quase um alerta, as vezes até inconsciente. ESPOSA... Cuide do corpo, cuide da aparência. Ele é bombardeado o dia inteiro com mulheres que se cuidam... E não adianta culpá-lo por se sentir atraído por mulheres bonitas... Chegar em casa e ver o Dragão é complicado. É culpa sua também.
Comece a praticar alguma atividade física... Cuide do cabelo, passe maquiagem... Falta de tempo é desculpa. Quem quer, dá um jeito.
Se o marido ou a mulher, não sente mais atração um pelo outro, a coisa está braba.
Não precisa ser Miss Brasil ou Panicat, MAS FAÇA ALGO!!! E vale para os 2.
Tem esposa que pede para o marido mudar algumas coisas... Marido... Pare, pense... Essas mudanças podem te beneficiar, te fazer um homem melhor. Procure ajuda, não tenha vergonha, teu casamento vale mais. Vergonha é não conseguir mudar atitudes e perder a mulher, perder a família.
Tem maridos que pedem pra esposa se cuidar mais... Se ele dá o toque, é porque é importante pra ele. É quase um alerta, as vezes até inconsciente. ESPOSA... Cuide do corpo, cuide da aparência. Ele é bombardeado o dia inteiro com mulheres que se cuidam... E não adianta culpá-lo por se sentir atraído por mulheres bonitas... Chegar em casa e ver o Dragão é complicado. É culpa sua também.
Comece a praticar alguma atividade física... Cuide do cabelo, passe maquiagem... Falta de tempo é desculpa. Quem quer, dá um jeito.
Se o marido ou a mulher, não sente mais atração um pelo outro, a coisa está braba.
Não precisa ser Miss Brasil ou Panicat, MAS FAÇA ALGO!!! E vale para os 2.
quinta-feira, 30 de maio de 2013
Intimidade é uma merda!
16º Post: Da série.
...Precisamos mesmo ser tão críticos?
Quando eu tinha quinze anos, minha mãe ficava revoltada quando me ouvia falando pelo telefone com meu novo namorado. É que, com ele, eu era um Mel, digamos, versão premium. Fofo, meigo, doce – até demais, já que, se não me falha a memória, eu o chamava de “leãozinho”, mas vou poupá-los desse tipo de detalhe. O caso é que bastava desligar o telefone para que o meu mode melação também entrasse em OFF. E, para a minha mãe e o resto da família, sobrava minha versão convencional, mesmo. Leia-se: legal se a vida estivesse legal, insuportável se estivesse de OVO VIRADO ou se a última fatia de torta tivesse desaparecido da geladeira.
Mal sabia minha mãe que, anos depois, passaria a sobrar não só para ela, coitada, como também para o meu namorado. Afinal, após alguns aniversários de namoro, o pobre entrou para a lista das pessoas com quem eu tinha intimidade. E intimidade tem dessas coisas, né: a gente se sente tão à vontade que, bem, para que se preocupar em ser gentil?
Naquela época, eu costumava almoçar na casa da minha amiga Fany. Lá, eu era visita. E, você sabe, a entidade “visita” detém todos os mimos. Mal pisava na casa dela e os pais começavam: “Aceita um refrigerante?”, “Por que não vem mais vezes?”, etc. Se eu derramasse suco na toalha, ouvia algo como: “Imagine, não se preocupe, toalha de mesa é para isso!” Agora, se a Fany derramasse o suco… Pronto. Era o suficiente para o irmão gritar: “desastrada!”. E para o pai intervir: “também, olha onde vocês colocaram a jarra!”. Comigo, nada mudava: em questão de segundos, a mãe que tinha acabado de berrar com a filha me perguntava, cheia de ternura: “Mais lasanha, querido?”
É curioso. A garota do inglês, que mal sabe seu nome, merece sua delicadeza. Se você está de OVO VIRADO, no máximo ela recebe uma cara mais fechada, frases com menos palavras. Afinal, ela não tem nada a ver com seu mau humor. Agora, se seu namorado de anos te pega naqueles dias… Aí, ferrou. Pra ele, claro.
Bom, nada disso é novidade. Afinal, é algo tão comum: tratar bem quem a gente mal conhece, guardar nosso pior para quem nos ama. Intimidade é isso, certo? Então, quando minha mãe reclamava da diferença de tratamento que ela e meu namorado recebiam, eu nem me importava. Eu só estava fazendo o que todo mundo faz. E minha família, meus velhos amigos, meu namorado de anos – eles me amavam, não amavam? Eles não iam deixar de me amar por causa de grosserias sem importância. Depois de algum tempo, lá estávamos nós dando risadas juntos. Né?
Pode até ser. Mas, alguns anos depois, num desses momentos em que a gente sai do piloto automático e para pra pensar, me dei conta de algumas coisas simples. Primeiro: ao contrário dos pais da Fany, os meus costumavam ser gentis comigo. E eu adorava isso. Segundo: intimidade muda mesmo as relações. Mas essa mudança pode significar mil coisas – ter sensação de segurança, ficar à vontade com o silêncio, ter liberdade para ser sincero, para fazer brincadeiras. Intimidade não precisa necessariamente passar por grosseria. Por fim: é verdade, depois da grosseria, tudo volta às boas, mas eu, pelo menos, acho a vida muito mais agradável quando predomina o clima de harmonia. Na medida do possível, claro, mas sem muito favoritismo.
Aliás, se tiver favoritismo, que ele favoreça a minha mãe, que, como ela adora lembrar, limpou meu cocô quando eu era pequeno.
domingo, 19 de maio de 2013
Até que a VIDA nos separe?
Dia desses entrei no Facebook e quase tive um treco. Era uma sexta feira como outra qualquer. Fim de tarde. Acessei a rede social para ver o que os meus amigos estavam planejando para o fim de semana e, do nada, o susto: meu primo mudou o status de relacionamento sério para noivo. Não, você não leu errado. N-O-I-V-O.
Vocês devem estar pensando que sou um péssimo primo, certo? Pois admito que eu também me julguei assim quando percebi que não fiquei tão feliz com a grande noticia. E juro que nem é porque tenho algo contra a noiva. Alias, mesmo se eu tivesse algo, quem tem que gostar e estar apaixonado e o meu priminho. No diminutivo, porque ele é magrinho, e não porque é mais novo. Temos praticamente a mesma idade. O que significa que, mesmo não morando na mesma cidade, fomos criados juntos. Tenho fotos para provar isso tudo. Elas estão em alguma caixa abandonada no armário da sala. Com possíveis balões de papel cheio de frases bizarras. Vocês são dessa época?
É isso. Cheguei ao X da questão. Estou me sentindo velho. Tenho um primo da mesma idade que vai se casar. E ter filhos. Uma casa. Assim como o meu pai. Assim como o meu avô. E isso é tão estranho porque tenho a sensação de que foi ontem mesmo que ele chegou aqui em casa, mostrando o Playmobil que tinha ganhado. E agora ele vai casar. O que tem de errado nisso? É que só agora me dei conta de que não somos iguais. Quando éramos novinhos, todo mundo dizia que parecíamos irmãos. O corte de cabelo, as roupas e até mesmo a cor da bicicleta eram iguais. Agora, não temos absolutamente nada em comum. Cada um de nós seguiu sua vida.
Isso me deixou pensativo. Como alguém pode querer “só” isso para o resto da vida? Onde entra a aventura? Depois de uma boa conversa com minha mãe, finalmente entendi. Acho que não dá mesmo para falar sobre felicidade dos outros. O que cada pessoa deseja viver é algo que não depende da gente. E é por isso que, em determinado ponto da vida, começamos a querer coisas diferentes. Meu primo quer entrar na igreja. E eu? Vou estar lá, fotografando tudo do melhor ângulo. Porque, mesmo não sendo tão parecidos quero que ele seja tão feliz quanto eu. Casando ou mudando pra lua.
É isso. Cheguei ao X da questão. Estou me sentindo velho. Tenho um primo da mesma idade que vai se casar. E ter filhos. Uma casa. Assim como o meu pai. Assim como o meu avô. E isso é tão estranho porque tenho a sensação de que foi ontem mesmo que ele chegou aqui em casa, mostrando o Playmobil que tinha ganhado. E agora ele vai casar. O que tem de errado nisso? É que só agora me dei conta de que não somos iguais. Quando éramos novinhos, todo mundo dizia que parecíamos irmãos. O corte de cabelo, as roupas e até mesmo a cor da bicicleta eram iguais. Agora, não temos absolutamente nada em comum. Cada um de nós seguiu sua vida.
Isso me deixou pensativo. Como alguém pode querer “só” isso para o resto da vida? Onde entra a aventura? Depois de uma boa conversa com minha mãe, finalmente entendi. Acho que não dá mesmo para falar sobre felicidade dos outros. O que cada pessoa deseja viver é algo que não depende da gente. E é por isso que, em determinado ponto da vida, começamos a querer coisas diferentes. Meu primo quer entrar na igreja. E eu? Vou estar lá, fotografando tudo do melhor ângulo. Porque, mesmo não sendo tão parecidos quero que ele seja tão feliz quanto eu. Casando ou mudando pra lua.
quinta-feira, 25 de abril de 2013
Um bobo A-P-A-I-X-O-N-A-D-O.
Todo relacionamento verdadeiro começa por um simples motivo: A vontade de fazer o outro ainda mais feliz. Acho até que essa é a parte mais legal de amar e ser amado. Saber que só sua presença já causa arrepios e borboletas no estômago de alguém. Quando estamos apaixonados, nos sentimos exatamente assim, especiais.
Queremos mostrar para o mundo o quanto temos sorte por ter encontrado a pessoa certa. Que a chave, a tampa da panela e o outro par com o numero exato do nosso sapato. Acordamos mais cedo para fazer o look mais elaborado. Olhamos um zilhão de vezes no espelho (disfarçadamente) durante o treino da academia. Postamos indiretas no Facebook o tempo todo. Pedimos opinião das nossas melhores amigas. Tudo isso serve, justamente, para confirmar o que o nosso coração já sabe: o cupido acertou em cheio. Ah, como é bom estar apaixonado! Tudo bem. Se o sentimento é recíproco, vocês me perguntam, por que não conseguimos deixar o medo de estragar tudo pra lá? Ou talvez, como não se tornar tão melosa quando a Fernanda do Big Brother Brasil? Bom, respondo: é sempre muito complicado “deixar pra lá” qualquer coisa que tem a ver com sentimentos intensos.
Olhando de fora, é fato, vão dizer e julgar de infinitas maneiras diferentes. Nenhuma delas pode ser a certa. Pelo menos, não para vocês dois. O fato é que nunca estaremos completamente prontos para um amor. E que não, não existe fórmula ou jeito certo de lidar com um relacionamento. Conselhos são bons, mas só você e ele podem saber o que é permitido (ou não) no namoro. Esse é o segredo de vocês. Somos todos diferentes e mudamos o tempo todo, portanto, em cada situação, há algo a ser aprendido. Em parceria. Mesmo que um pequeno detalhe. Como a própria insegurança da Fê. Sentimento que todo mundo carrega dentro de si, mas que só com o tempo e a convivência com as outras pessoas, vai entrando em equilíbrio. Acontece de dentro pra fora. Com paciência de ambas as partes. Não adianta gritar. Brigar. Implorar por atenção. Querer que todas as expectativas se tornem realidade de uma hora pra outra.
Às vezes, o que um sentimento precisa para ser notado e valorizado é justamente um pouquinho de tempo e espaço. Esses casos, a melhor coisa a se fazer, já que o coração encontra-se em modo de esperar, é ocupar a mente com algo que nos faça feliz. Relacionamentos podem ser complicados. Tanto na adolescência quanto na fase adulta. Porque ao contrário dos contos de fadas, temos que continuar escrevendo nossa história de amor depois do “felizes para sempre”.
Queremos mostrar para o mundo o quanto temos sorte por ter encontrado a pessoa certa. Que a chave, a tampa da panela e o outro par com o numero exato do nosso sapato. Acordamos mais cedo para fazer o look mais elaborado. Olhamos um zilhão de vezes no espelho (disfarçadamente) durante o treino da academia. Postamos indiretas no Facebook o tempo todo. Pedimos opinião das nossas melhores amigas. Tudo isso serve, justamente, para confirmar o que o nosso coração já sabe: o cupido acertou em cheio. Ah, como é bom estar apaixonado! Tudo bem. Se o sentimento é recíproco, vocês me perguntam, por que não conseguimos deixar o medo de estragar tudo pra lá? Ou talvez, como não se tornar tão melosa quando a Fernanda do Big Brother Brasil? Bom, respondo: é sempre muito complicado “deixar pra lá” qualquer coisa que tem a ver com sentimentos intensos.
Olhando de fora, é fato, vão dizer e julgar de infinitas maneiras diferentes. Nenhuma delas pode ser a certa. Pelo menos, não para vocês dois. O fato é que nunca estaremos completamente prontos para um amor. E que não, não existe fórmula ou jeito certo de lidar com um relacionamento. Conselhos são bons, mas só você e ele podem saber o que é permitido (ou não) no namoro. Esse é o segredo de vocês. Somos todos diferentes e mudamos o tempo todo, portanto, em cada situação, há algo a ser aprendido. Em parceria. Mesmo que um pequeno detalhe. Como a própria insegurança da Fê. Sentimento que todo mundo carrega dentro de si, mas que só com o tempo e a convivência com as outras pessoas, vai entrando em equilíbrio. Acontece de dentro pra fora. Com paciência de ambas as partes. Não adianta gritar. Brigar. Implorar por atenção. Querer que todas as expectativas se tornem realidade de uma hora pra outra.
Às vezes, o que um sentimento precisa para ser notado e valorizado é justamente um pouquinho de tempo e espaço. Esses casos, a melhor coisa a se fazer, já que o coração encontra-se em modo de esperar, é ocupar a mente com algo que nos faça feliz. Relacionamentos podem ser complicados. Tanto na adolescência quanto na fase adulta. Porque ao contrário dos contos de fadas, temos que continuar escrevendo nossa história de amor depois do “felizes para sempre”.
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Gostar de gente...
Gosto de gente, de bichos, de gatos…
Gosto de conversa ao pé do ouvido com música suave. Um sofá macio, fim de tarde… Ouvir confidências, trocar segredos, escutar silêncios.
Gosto de ir conhecendo as pessoas, palmo a palmo.
Me acostumar com elas, aceitando-as devagar sem pressa, enxergar o ser humano, sentir a essência, descobrir, dividir… Receber, dar generosamente ou lentamente.
Não importa.
Olho no olho, aceitar ou não.
Gosto de gente alegre, não barulhenta.
Gosto de quem me “cutuca” sem machucar.
Gosto de aprender com quem sabe mais do que eu, não importa o quê. Alguém sempre sabe alguma coisa que eu não sei.
Gente que fala na hora errada, mas se cala na hora certa, tagarelas inconsequentes. Desde que sejam puros e tagarelem para ouvir a própria voz. O tipo de gente que fica feliz com a felicidade da gente!
Gente que desabafa mesmo!!! Manda ver, depois diz: "-Gente, falei demais".
Gente sol, que brilha para os amigos e com os amigos só para ver essa gente feliz! Poder deitar a cabeça nos joelhos das pessoas queridas, muito queridas. Sentir, relaxar… sorrir por dentro, suspirar… poder até chorar.
Gente que não invade, não explora. Pode até abusar um pouco, mas de comum acordo, de frente, olho no olho, tipo: “Assim é que eu sou. Você me quer?”
Gente que dá para “ter” toda a vida, sem problemas, em uma comum aceitação de defeitos mútuos e qualidades lindas.
Gente que não tem medo de se mostrar, viver… Gosto de quem troca confidências e as guarda para sempre, como jóias que foram trocadas. Que guarda segredos até à morte. Gente que ri da vida mesmo quando ela maltrata "pra valer".
Gente que possui um arco-íris dentro de si. Espalha a cor mesmo com tudo contra e sabe dizer: – Vou vencer. Mesmo quando está perdendo.
Gente de fé, gente guerreira que vai a luta pelo que quer até o fim e não desiste nunca… gente que não anda em rota de colisão, que tem ideais, acredita em Deus e divide isso tudo com os amigos.
Gosto de cuidar das pessoas a quem amo.
Gente que manda flor! Cartão, bombom… presentes misteriosos cujo valor só mesmo quem é gente entende.
Gente que se questiona, chora, grita e quer melhorar.
Gente que perde com classe, mas quando perde a classe, perde mesmo...
Gente que batalha para ganhar dinheiro, mas não se deixa possuir por ele. Ao contrário, o usa como fonte de alegria. Divide e dá sem dor, sem remorsos. "Deus ama a que dá com alegria".
Gente generosa!
Gente que acredita na vida!
Gente pura que não faz força para agradar, que não finge ser gente só para impressionar a gente.
Gente que separa o joio do trigo e faz o pão.
Amo de verdade gente que diz com convicção "estou contigo e não abro".
Gente que mostra sentimentos.
Gente que pede perdão.
Gente que diz estou errada.
Gente que assume o seu lado cafona.
Gente que começa tudo de novo sem medo de errar, que fala o que sente na cara, sem medo e assume de peito aberto e diz: – Seja o que Deus quiser.
Gente que não guarda rancor.
Gente que nem liga para quem só vive de pensar: "O que vão pensar da gente!"
Eu gosto da vida! Gosto de vocês.
Gosto de conversa ao pé do ouvido com música suave. Um sofá macio, fim de tarde… Ouvir confidências, trocar segredos, escutar silêncios.
Gosto de ir conhecendo as pessoas, palmo a palmo.
Me acostumar com elas, aceitando-as devagar sem pressa, enxergar o ser humano, sentir a essência, descobrir, dividir… Receber, dar generosamente ou lentamente.
Não importa.
Olho no olho, aceitar ou não.
Gosto de gente alegre, não barulhenta.
Gosto de quem me “cutuca” sem machucar.
Gosto de aprender com quem sabe mais do que eu, não importa o quê. Alguém sempre sabe alguma coisa que eu não sei.
Gente que fala na hora errada, mas se cala na hora certa, tagarelas inconsequentes. Desde que sejam puros e tagarelem para ouvir a própria voz. O tipo de gente que fica feliz com a felicidade da gente!
Gente que desabafa mesmo!!! Manda ver, depois diz: "-Gente, falei demais".
Gente sol, que brilha para os amigos e com os amigos só para ver essa gente feliz! Poder deitar a cabeça nos joelhos das pessoas queridas, muito queridas. Sentir, relaxar… sorrir por dentro, suspirar… poder até chorar.
Gente que não invade, não explora. Pode até abusar um pouco, mas de comum acordo, de frente, olho no olho, tipo: “Assim é que eu sou. Você me quer?”
Gente que dá para “ter” toda a vida, sem problemas, em uma comum aceitação de defeitos mútuos e qualidades lindas.
Gente que não tem medo de se mostrar, viver… Gosto de quem troca confidências e as guarda para sempre, como jóias que foram trocadas. Que guarda segredos até à morte. Gente que ri da vida mesmo quando ela maltrata "pra valer".
Gente que possui um arco-íris dentro de si. Espalha a cor mesmo com tudo contra e sabe dizer: – Vou vencer. Mesmo quando está perdendo.
Gente de fé, gente guerreira que vai a luta pelo que quer até o fim e não desiste nunca… gente que não anda em rota de colisão, que tem ideais, acredita em Deus e divide isso tudo com os amigos.
Gosto de cuidar das pessoas a quem amo.
Gente que manda flor! Cartão, bombom… presentes misteriosos cujo valor só mesmo quem é gente entende.
Gente que se questiona, chora, grita e quer melhorar.
Gente que perde com classe, mas quando perde a classe, perde mesmo...
Gente que batalha para ganhar dinheiro, mas não se deixa possuir por ele. Ao contrário, o usa como fonte de alegria. Divide e dá sem dor, sem remorsos. "Deus ama a que dá com alegria".
Gente generosa!
Gente que acredita na vida!
Gente pura que não faz força para agradar, que não finge ser gente só para impressionar a gente.
Gente que separa o joio do trigo e faz o pão.
Amo de verdade gente que diz com convicção "estou contigo e não abro".
Gente que mostra sentimentos.
Gente que pede perdão.
Gente que diz estou errada.
Gente que assume o seu lado cafona.
Gente que começa tudo de novo sem medo de errar, que fala o que sente na cara, sem medo e assume de peito aberto e diz: – Seja o que Deus quiser.
Gente que não guarda rancor.
Gente que nem liga para quem só vive de pensar: "O que vão pensar da gente!"
Eu gosto da vida! Gosto de vocês.
terça-feira, 8 de janeiro de 2013
Porque mudar Faz Bem!!!
Todo dia alguma coisa muda na nossa vida. Ás vezes, nossa cor predileta, o corte de cabelo ou, quem sabe, a cidade em que precisamos morar. Algumas mudanças acontecem porque escolhemos e, ainda assim, nem sempre é fácil.
Outras simplesmente não podemos controlar ou questionar. Elas aparecem de uma hora pra outra e, quando nos damos conta, nem conseguimos mais lembrar quando exatamente aconteceu. Apenas que alguma coisa mudou.
Em alguns casos, a mudança acontece lá fora. Naquele cara por quem fomos apaixonados, na nossa (ex?) melhor amiga ou até nos nossos próprios pais. Infelizmente, nem todo mundo encara o mundo do mesmo jeitinho. Algumas pessoas demoram mais tempo para amadurecer ou simplesmente escolhem viver de um jeito diferente do seu. Isso não quer dizer que tenha alguma coisa errada por aqui ou por ali. Ou que existam certo e errado.
Depois de muita conversa e nenhuma solução, talvez seja a hora de aceitar as pequenas e grandes diferenças. Mas aceitar de verdade, sabe? Não só da boca pra fora ou do teclado para a tela do computador. Todo mundo tem o direito de acordar diferente. Você mesmo, se pegar uma foto de quando era bem mais novo, vai se perguntar o porque daquelas roupas estranhas e daquelas caretas. Se tentar imaginar como era ser você naquela época, vai sentir um aperto sem explicação bem lá no fundo do peito. Um nó na garganta. Como se tudo fosse mais simples e fácil quando você ainda não entendia direito.
Dizem que o nome disso é nostalgia, mas eu prefiro pensar que é alguma coisa dentro da gente dizendo que o tempo, tendências, algumas pessoas e lugares precisavam passar pela gente. Em todo o seu percurso profissional ou por apenas alguns minutos. É assim para todo mundo. Os piores e mais difíceis momentos que passamos fazem com que tenhamos ainda mais vontade de aproveitar os melhores. Por isso, pegue todo esse medo de mudar e transforme em vontade de viver. Deixe de pensar em quem você costumava ser e se torne quem você é.
Leve a sério aqueles pensamentos que aparecem toda noite antes de dormir. Com mudança, conseguimos nos reinventar. Use a imaginação e tome alguma atitude. Esse texto está na ultima folha, mas você ainda tem um monte de paginas em branco pela frente. Vai por mim, talvez não pareça no começo, mas faz parte de crescer. Pode acreditar! E o ano esta apenas começando...
Em alguns casos, a mudança acontece lá fora. Naquele cara por quem fomos apaixonados, na nossa (ex?) melhor amiga ou até nos nossos próprios pais. Infelizmente, nem todo mundo encara o mundo do mesmo jeitinho. Algumas pessoas demoram mais tempo para amadurecer ou simplesmente escolhem viver de um jeito diferente do seu. Isso não quer dizer que tenha alguma coisa errada por aqui ou por ali. Ou que existam certo e errado.
Depois de muita conversa e nenhuma solução, talvez seja a hora de aceitar as pequenas e grandes diferenças. Mas aceitar de verdade, sabe? Não só da boca pra fora ou do teclado para a tela do computador. Todo mundo tem o direito de acordar diferente. Você mesmo, se pegar uma foto de quando era bem mais novo, vai se perguntar o porque daquelas roupas estranhas e daquelas caretas. Se tentar imaginar como era ser você naquela época, vai sentir um aperto sem explicação bem lá no fundo do peito. Um nó na garganta. Como se tudo fosse mais simples e fácil quando você ainda não entendia direito.
Dizem que o nome disso é nostalgia, mas eu prefiro pensar que é alguma coisa dentro da gente dizendo que o tempo, tendências, algumas pessoas e lugares precisavam passar pela gente. Em todo o seu percurso profissional ou por apenas alguns minutos. É assim para todo mundo. Os piores e mais difíceis momentos que passamos fazem com que tenhamos ainda mais vontade de aproveitar os melhores. Por isso, pegue todo esse medo de mudar e transforme em vontade de viver. Deixe de pensar em quem você costumava ser e se torne quem você é.
Leve a sério aqueles pensamentos que aparecem toda noite antes de dormir. Com mudança, conseguimos nos reinventar. Use a imaginação e tome alguma atitude. Esse texto está na ultima folha, mas você ainda tem um monte de paginas em branco pela frente. Vai por mim, talvez não pareça no começo, mas faz parte de crescer. Pode acreditar! E o ano esta apenas começando...
domingo, 23 de dezembro de 2012
Não gosto de (Natal) Dezembro!!
Por mim, dezembro seria eliminado do calendário. Depois do 30 de novembro, a gente saltaria direto para 1º de janeiro e já começaria a pensar no carnaval. Não que novembro também não esteja se tornando um mês irritante, com as comemorações de Halloween e da Black Friday incorporando-se às tradições brasileiras. Mas, enquanto a gente não festejar o Thanksgiven, acho que dá para aguentar. Dezembro é que é puxado.
Gosto de Natal e Ano Novo, aprecio rabanadas e roupas brancas. Meu problema é com o corre-corre que antecede essas datas. Por mais que eu me organize, em dezembro sempre tenho a sensação de estar atrasado, de estar devendo alguma coisa, de não estar cumprindo metas. Dezembro, definitivamente, não dá tempo.
Dezembro me oprime com as festas de confraternização. Fujo das que contam com minha participação. Mas não consigo fugir das dos outros. Dezembro, portanto, não é mês para se jantar ou almoçar fora. Sempre haverá um grupo de telefonistas ou de escriturários ou de jornalistas comemorando na mesa ao lado. É mês de shopping lotado. Esse obstáculo é fácil de superar. Basta não ir a shoppings por um mês. Não chega a ser um grande sacrifício. O problema é que o corre-corre característico da temporada, a sensação de estar sempre atrasado, o acúmulo de tarefas acabam adiando o momento de fazer as compras de Natal. Aos 45 minutos do segundo tempo, não tem jeito: vai-se ao shopping. É sofrimento na certa, mas como evitá-lo?
Em dezembro, há mais carros na rua e, consequentemente, mais congestionamentos. É quando a televisão tira do arquivo toda a sua coleção de filmes bíblicos. É quando o “Jornal Nacional” produz mil e uma matérias sobre a solidariedade que fazem chorar tudo que não chorei o ano inteiro. É quando os supermercados gritam ofertas de bacalhau e de vinhos com desconto. É mês de amigo oculto! Quem inventou o amigo oculto?
O bom de dezembro é que, como os outros meses do ano, ele, mais cedo ou mais tarde, acaba. Sempre acho que é mais tarde. Penso que não sobreviverei a ele. Já cumpri 1/3 do sacrifício deste ano. Até agora, tudo bem. Mas torço para janeiro do ano que vem chegar logo.
domingo, 9 de dezembro de 2012
'Salve Jorge': Mocinhas desavisadas desembarcam na Espanha.
Olha o que ela me diz em seu último e-mail:
"Salário de mil dólares para trabalhar numa pizzaria em Madri? E a Carolina Dieckman acreditou? Ela não lê jornal, não usa internet, não ouve rádio, não vê TV? A Europa _ a Espanha em particular _ está de pires na mão. O desemprego está em alta. A juventude não tem perspectivas. E a Carolina Dieckman acha que vai ficar rica na Espanha? Essas mocinhas da Gloria Perez são muito desavisadas."
Xii... Dona Maroca, sei não!
sábado, 17 de novembro de 2012
Eu quero, eu posso, eu consigo! (Será?)
15º Post: Da série.
...Precisamos mesmo ser tão críticos?
Eu não tinha nenhum preconceito com livros de auto-ajuda, mas também nunca tinha lido um. Não que eu não quisesse me auto-ajudar, mas já fiz terapia, sempre leio meu horóscopo, já deu, né? Acontece que, há alguns dias, fui à casa de uma amiga que estava mega empolgada com um livro desses. Não lembro o nome, mas era algo na linha “Encontre sua estrela interior”. Bom. Ela só sabia falar que a estrela dela era isso, que a estrela dela era aquilo, e aí resolvi dar uma folheada no livro para ver qual era, afinal de contas, essa sabedoria estrelar.
Logo nas primeiras páginas, fiquei irritado com a quantidade de regras do livro. Parecia minha mãe, quando eu tinha cinco anos (não que ela tenha mudado muito de lá pra cá). Fiquei meio com antipatia, sabe? Mas beleza, continuei lendo. O autor tinha todo um sistema de normas que eu não sabia de onde vinham, mas ok, também não entendo astrologia e leio meu horóscopo (aliás, acho essa minha flexibilidade tão canceriana!). O que me incomodou mesmo foi essa coisa de “eu quero, eu posso, eu consigo!” Parece que todo mundo que usa a tal da estrela interior tem que ter auto-estima, entendendo que pode e consegue tudo, e que, se não puder/conseguir, é porque está faltando pensamento positivo e tal. Pera lá. Que cobrança é essa? E desde quando pensamento positivo virou solução para tudo?
Eu não sei/posso tudo. Na verdade, sem querer pagar de humilde nem nada, estou bem longe disso. Além de não poder voar nem respirar embaixo d´água, não consigo fazer várias contas de cabeça ou passar numa prova sem estudar – e, mesmo que eu estude, pode ser que no fim eu acabe não passando, ué. Não posso ser mais bonito que o Taylor Lautner (pausa para suspiros... ai, ai!), não consegui evitar alguns pés na bunda ao longo da vida… Mas e daí?
Eu não sei muito bem o que é felicidade, mas nunca achei que é feliz quem pode e consegue fazer tudo (aliás, essa pessoa mágica teria que viver num tempo infinito, para conseguir fazer tudo! Se bem que ok, ela é mágica. Continuando). Quanto ao pensamento positivo, realmente ele é incrível, mas calma lá, né? Se você se esforçar e pensar positivamente, ainda assim pode se frustrar em algumas situações (porque seu esforço não bastou, porque não era para ser, sei lá por quê). Pra terminar, acho que essa coisa de poder tudo tem mais a ver com auto-ilusão do que auto-estima. Posso muito bem me amar tendo consciência dos meus limites, não? Amo meu irmão, e ele é tão limitado! Ok, brincadeira. Não sei você, mas sinto um alívio danado quando penso que não tenho a menor obrigação de acertar sempre.
Fechei o livro desanimado com minha estrela interior. Não vou dizer que nunca mais folhearei nenhum livro de auto-ajuda, mas, esses que partem do pressuposto de que temos que nos achar o máximo para gostarmos de nós mesmos e conseguirmos o que queremos, dispenso. Deve ser bem frustrante esbarrar em algum obstáculo quando você se acha o rei da cocada preta, para usar uma expressão da minha tia Sheyla. E, como você já deve ter recebido, vira e mexe a gente se esbarra em algum obstáculo: eu, você e nossas estrelas interiores. E tudo bem se, nessa hora, a gente chorar e perceber que não somos perfeitos, nem nós nem a vida. Quem disse que não há beleza na imperfeição?
P.S.: Eu particularmente nunca vi uma cocada preta.
...Precisamos mesmo ser tão críticos?
Eu não tinha nenhum preconceito com livros de auto-ajuda, mas também nunca tinha lido um. Não que eu não quisesse me auto-ajudar, mas já fiz terapia, sempre leio meu horóscopo, já deu, né? Acontece que, há alguns dias, fui à casa de uma amiga que estava mega empolgada com um livro desses. Não lembro o nome, mas era algo na linha “Encontre sua estrela interior”. Bom. Ela só sabia falar que a estrela dela era isso, que a estrela dela era aquilo, e aí resolvi dar uma folheada no livro para ver qual era, afinal de contas, essa sabedoria estrelar.
Logo nas primeiras páginas, fiquei irritado com a quantidade de regras do livro. Parecia minha mãe, quando eu tinha cinco anos (não que ela tenha mudado muito de lá pra cá). Fiquei meio com antipatia, sabe? Mas beleza, continuei lendo. O autor tinha todo um sistema de normas que eu não sabia de onde vinham, mas ok, também não entendo astrologia e leio meu horóscopo (aliás, acho essa minha flexibilidade tão canceriana!). O que me incomodou mesmo foi essa coisa de “eu quero, eu posso, eu consigo!” Parece que todo mundo que usa a tal da estrela interior tem que ter auto-estima, entendendo que pode e consegue tudo, e que, se não puder/conseguir, é porque está faltando pensamento positivo e tal. Pera lá. Que cobrança é essa? E desde quando pensamento positivo virou solução para tudo?
Eu não sei/posso tudo. Na verdade, sem querer pagar de humilde nem nada, estou bem longe disso. Além de não poder voar nem respirar embaixo d´água, não consigo fazer várias contas de cabeça ou passar numa prova sem estudar – e, mesmo que eu estude, pode ser que no fim eu acabe não passando, ué. Não posso ser mais bonito que o Taylor Lautner (pausa para suspiros... ai, ai!), não consegui evitar alguns pés na bunda ao longo da vida… Mas e daí?
Eu não sei muito bem o que é felicidade, mas nunca achei que é feliz quem pode e consegue fazer tudo (aliás, essa pessoa mágica teria que viver num tempo infinito, para conseguir fazer tudo! Se bem que ok, ela é mágica. Continuando). Quanto ao pensamento positivo, realmente ele é incrível, mas calma lá, né? Se você se esforçar e pensar positivamente, ainda assim pode se frustrar em algumas situações (porque seu esforço não bastou, porque não era para ser, sei lá por quê). Pra terminar, acho que essa coisa de poder tudo tem mais a ver com auto-ilusão do que auto-estima. Posso muito bem me amar tendo consciência dos meus limites, não? Amo meu irmão, e ele é tão limitado! Ok, brincadeira. Não sei você, mas sinto um alívio danado quando penso que não tenho a menor obrigação de acertar sempre.
Fechei o livro desanimado com minha estrela interior. Não vou dizer que nunca mais folhearei nenhum livro de auto-ajuda, mas, esses que partem do pressuposto de que temos que nos achar o máximo para gostarmos de nós mesmos e conseguirmos o que queremos, dispenso. Deve ser bem frustrante esbarrar em algum obstáculo quando você se acha o rei da cocada preta, para usar uma expressão da minha tia Sheyla. E, como você já deve ter recebido, vira e mexe a gente se esbarra em algum obstáculo: eu, você e nossas estrelas interiores. E tudo bem se, nessa hora, a gente chorar e perceber que não somos perfeitos, nem nós nem a vida. Quem disse que não há beleza na imperfeição?
P.S.: Eu particularmente nunca vi uma cocada preta.
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Preconceito não existe.
Recebi um e-mail da Dona Maroca, que me deixou muito curioso, ela falava sobre preconceito. Fiquei meio intrigado e achei bem divertido o e-mail.
Leia-se:
"Caro bloguista, venho por meio desta lhe informar que não acredito que haja preconceito branco. Sabe porque? Porque as pessoas que são de má índole. Esse negocio de preconceito é uma coisa engraçada, porque todo mundo fala que não tem, mas todo mundo tem preconceito com alguma coisa. Não adianta falar que não tem porque tem, você pode ate querer não ter, que já é um grande ganho. Mas tem! Eu sofri preconceito a minha vida toda, até quando me separei do Tadeu eu sofri preconceito, porque as pessoas me olhavam torto na rua. Achavam que eu era PUTA, mas eu não era. Sabe, eu não era PUTA!
Depois o segundo preconceito foi quando o meu filho mais velho resolveu casar, ele casou com uma moça FEIA, as pessoas comentavam também. Eu sei, é difícil pra uma mãe entregar o filho pra uma moça que veio prejudicada na beleza. Mas o que eu vou fazer?
Aí depois com o tempo a gente foi se acostumando. Depois o terceiro preconceito foi quando Jaqueline nasceu, que é a minha filha do meio. Que aí Jaqueline nasceu bem GORDA mesmo, veio com 5 kilos... Daí a gente não conseguiu reverter de jeito nenhum. Ela mamava desesperadamente, eu quase morria com aquilo, mas vou fazer o que, nada, nada acabava com a fome daquela garota. A impressão que eu tinha era que ela recém nascida queria comer uma feijoada.
Então querido... daí vem o quarto preconceito que eu tive, se eu for parar pra pensar foi com o meu filho Luciano, nasceu também, depois com o tempo a gente foi reparando que ele estava bem afeminado. Foi desenvolvendo a coisa do GAY né? E aí a gente sabe, mãe sabe, eles não falam, mas a gente sabe. E eu vou fazer o que, eu vou bater nele, vou expulsar? Não! Vou amar, eu amo o meu filho da mesma forma. E tem mais, dizem que GAY é o filho que mais te ajuda, que é o filho que fica em casa, que faz comida, que ajuda a mãe, que é carinhoso, mas não é. Tirando o GAY é a mesma merda, não fica em casa, não me ajuda. Só vem em casa pra dormir, larga tudo jogado pela casa. Não muda nada.
Então, no final das contas, você pode ser Gay, casar com FEIA, ser GORDA, que é a mesma coisa. O ser humano é igual. Mas tem o preconceito, com certeza tem."
Ela tem ou não tem preconceito? Enfim, o preconceito na opinião da Dona Maroca, existe ou não existe?
Leia-se:
"Caro bloguista, venho por meio desta lhe informar que não acredito que haja preconceito branco. Sabe porque? Porque as pessoas que são de má índole. Esse negocio de preconceito é uma coisa engraçada, porque todo mundo fala que não tem, mas todo mundo tem preconceito com alguma coisa. Não adianta falar que não tem porque tem, você pode ate querer não ter, que já é um grande ganho. Mas tem! Eu sofri preconceito a minha vida toda, até quando me separei do Tadeu eu sofri preconceito, porque as pessoas me olhavam torto na rua. Achavam que eu era PUTA, mas eu não era. Sabe, eu não era PUTA!
Depois o segundo preconceito foi quando o meu filho mais velho resolveu casar, ele casou com uma moça FEIA, as pessoas comentavam também. Eu sei, é difícil pra uma mãe entregar o filho pra uma moça que veio prejudicada na beleza. Mas o que eu vou fazer?
Aí depois com o tempo a gente foi se acostumando. Depois o terceiro preconceito foi quando Jaqueline nasceu, que é a minha filha do meio. Que aí Jaqueline nasceu bem GORDA mesmo, veio com 5 kilos... Daí a gente não conseguiu reverter de jeito nenhum. Ela mamava desesperadamente, eu quase morria com aquilo, mas vou fazer o que, nada, nada acabava com a fome daquela garota. A impressão que eu tinha era que ela recém nascida queria comer uma feijoada.
Então querido... daí vem o quarto preconceito que eu tive, se eu for parar pra pensar foi com o meu filho Luciano, nasceu também, depois com o tempo a gente foi reparando que ele estava bem afeminado. Foi desenvolvendo a coisa do GAY né? E aí a gente sabe, mãe sabe, eles não falam, mas a gente sabe. E eu vou fazer o que, eu vou bater nele, vou expulsar? Não! Vou amar, eu amo o meu filho da mesma forma. E tem mais, dizem que GAY é o filho que mais te ajuda, que é o filho que fica em casa, que faz comida, que ajuda a mãe, que é carinhoso, mas não é. Tirando o GAY é a mesma merda, não fica em casa, não me ajuda. Só vem em casa pra dormir, larga tudo jogado pela casa. Não muda nada.
Então, no final das contas, você pode ser Gay, casar com FEIA, ser GORDA, que é a mesma coisa. O ser humano é igual. Mas tem o preconceito, com certeza tem."
Ela tem ou não tem preconceito? Enfim, o preconceito na opinião da Dona Maroca, existe ou não existe?
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